O que vimos nós, afinal…?

O que vimos nós, afinal…?

530.00 estate 2 1981
Começámos o ano a pedir, com as palavras de Sophia, que Ele seja o presente, que Ele inunde tudo, para que possamos ver. Há muitas coisas que eu quero ver e só se vê bem quando se chega até ao significado último das coisas. O que vimos nós, afinal…?

Com a Joana e o Manuel, vimos que ter um amigo é uma aventura. Para reconhecer quem realmente era o Manuel para ela, foi preciso atravessar uma floresta cheia de sombras e de recantos escuros, certa daquilo que lhe tinha acontecido: “Tenho frio, tenho medo, será que vou lá chegar…?” O que respondeu estas perguntas? Não uma explicação mas sim o caminho iluminado pela estrela que, mesmo quando ela teve vontade de fugir, lá permanecia brilhante…

Com a Oriana, vimos que fomos chamados a uma missão. A questão central da vida das Fadas é responder a essa missão com uma promessa. Mas nem as Fadas – nem nós! – conseguimos manter essa promessa… Só a Rainha das Fadas pode devolver as asas à Oriana e, com essas asas, devolver a alegria profunda e verdadeira.

Com a Menina do Mar, vimos que essa grande missão faz parte de uma história maior, cujo fim é surpreendente. Quando a Menina e o Rapazito finalmente se reencontram sabendo que é para sempre, “as baleias, os tubarões, as tartarugas e todos os peixes diziam:
– Nunca vimos dançar tão bem.”.

A surpresa perante a Menina que dançava para o Rei do Mar porque era essa a sua missão é a mesma surpresa com que chegamos ao fim deste ano. Terminamos, de novo, a pedir “Peço-Te que venhas e me dês a liberdade”. Como Sophia bem sabia, é preciso a liberdade para que a nossa missão se cumpra, é preciso que digamos que sim à história maior e o Rei do Mar possa sentar-se no trono comovido também ele com a beleza de uma dança livre.

 

Catarina Almeida