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Nunca viram!

Numa reunião de equipa, uma excelente educadora de infância coloca uma questão muito pertinente: na nossa sala, estamos a propor actividades com os animais da quinta e os miúdos estão a apanhar papéis. Pensámos jogos e brincadeiras espectaculares sobre a alimentação dos animais mas reparámos num pequeno pormenor… Nunca viram uma vaca! Não fazem ideia do que estamos a falar!
O que fazer?
Ah, no meu tempo…
Ah, temos é que voltar à natureza…
Ah, os tablets e os telemóveis…
 
É certo que o problema das vacas pode ser resolvido com um passeio mas… outros semelhantes surgirão.
Mais cedo ou mais tarde, educadores e professores teremos que enfrentar uma pequeníssima questão. O que queremos que os miúdos conheçam e porquê?
Lembro-me bem que, quando eu estava na Escola primária, o meu entusiasmo estava em poder compreender melhor as coisas que eu já conhecia, que uma tablete de chocolate tinha um potencial imenso: era uma unidade mas também podia ser dividida e representada em fracções, era passível de um texto sobre o seu maravilhoso sabor, era um manancial de possibilidades!
Pois bem, venham daí as tabletes de chocolate e as vacas. E também as contagens e as histórias fantásticas, os descobrimentos, a perspectiva e as escalas musicais, os compostos químicos e os circuitos… Venham, não! Vamos nós, com os nossos alunos, ao encontro das coisas que têm tanto para nos dizer, para nos acrescentar, para nos fazer crescer!
 
Catarina Almeida